Cara, como é difícil terminar esses posts! Agora em Setembro já completou um ano dessa viagem, UM ANO! E também um ano que fiz meu primeiro post aqui no blog sobre essa aventura. Hoje abri o LR, querendo e não querendo editar mais algumas fotos pra depois postar aqui, na hora tava tocando Babel e acabei entrando no clima de nostalgia-barra-saudades-barra-inspiração pra escrever. Então, vamos lá.
Esse não será o último post da trip, porque fizemos MUITAS coisas nesse dia (além de ainda ter algumas historinhas sobre o último dia, na volta para o Atacama) mas é um dos momentos mais especiais. Depois de passar um dia vendo lagunas maravilhosas, um dia em um deserto que mais parecia uma pintura, ver muitos flamingos e conhecer a cidade de Uyuni, finalmente ele tinha chegado: o dia de conhecer o maior deserto de sal do mundo.
Mário combinou de nos pegar no hotel às 5 da manhã, já que a ideia era de ver o sol nascendo por lá. Acordamos às 4h30 depois de uma ótima noite de sono (dormi igual pedra pelo cansaço), tomamos café e ficamos esperando (sem as mochilas, porque depois voltaríamos pra lá). Eram 5h30 e NADA do Mário aparecer... 5h45 ele chegou já pedindo mil desculpas por ter perdido a hora, mas disse que o caminho seria rápido até lá e como ainda estava escuro, veríamos o sol nascer apesar do atraso. Todo mundo ficou meio tenso nessa hora, porque no caminho víamos o dia clareando e nada de chegar, pensei mil vezes: não acredito que depois de tudo isso não vou ver o sol nascendo no salar, HAHA. Mas enfim, em um certo ponto ele parou e estava lá: o Salar de Uyuni, com todo os desenhos de sal no chão, o infinito, o sol nascendo e nós. Mais ninguém.
Reparem na segunda foto o tamanho do Cacto em relação ao Diogo -que tem 1,80 de altura!-, risos. Bom, pagamos alguns Pesos pra entrar, algo entre 30 ~50, não me lembro bem. É uma Isla, porque antigamente tudo isso era água. Hoje em dia só ficou o sal e essa fabulosidade louca ali no meio. Dizem que os cactos crescem 1cm por ano e o maior deles tinha cerca de 7m quando fomos, ou seja, LOL. Essa ilha é bem grande e com subidas, quando chegamos lá em cima tive novamente o probleminha com dedos inchados e dor de cabeça, ficamos um pouquinho fotografando e conversando com uma galera que conhecemos (incluindo uma fotógrafa de BH incrível) e depois fomos para onde nosso guia estava para tomar nosso café da manhã.
Uma coisinha: quando estávamos tomando café, apareceu um catiorro ali (no meio desse sal todo) e eu obviamente fui dar um pãozinho pra ele. Pois bem, o cachorro pegou o pão, levou até o meio do nada, jogou no sal e voltou onde estávamos pra conseguir mais comida. Comecei a brincar com ele, até que decidi ir em direção ao pãozinho que ele jogou no sal (pra ver se ele ia comer, né?). Quando o cachorro me viu chegando perto, saiu correndo e latindo loucamente atrás de mim, que só consegui pensar que a morte estava chegando. Sai correndo em direção ao carro (com o saco de pão na mão) tirei mais um pãozinho e dei pra ele. Moral da história: não brinquem com os pãezinhos dos cachorros bolivianos, HAHAHA. Depois disso ele voltou a ser meu amigo e ficou tudo bem!

















